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Mostrando postagens de dezembro, 2022

Saul Kripke, Naming and Necessity

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Saul Kripke foi um grande nome da filosofia no século XX, tamanha sua  influencia positiva em vários filósofos, entre eles , Donald Davidson, Hilary Putnam,  David Kaplan, não me deixam mentir. Foi ali no inicio dos anos de 1980 que surgiu a sua obra de maior magnitude, foi da s chamadas conferências   Naming and Necessity  ( base para sua obra), deram inúmeras  contribuições para filosofia, seja nos âmbitos gnosiológicos, lógicos, etc. etc.; Só pra termos idei a, nessa obra, Kripke nos trouxe uma teoria da referência, além de discutir a querela do  necessário a posteriori e do  contingente a priori, além claro, uma  teoria anti-materialista do   dualismo mente-corpo.  Contudo, o meu interesse nesse pequeno excerto, é abordar de modo resumido, é claro, sua teoria da referência , que fora apresentada nas  duas primeiras conferências de   Naming and Necessity.  É aqui, que Kripke propõe objeções as teorias ditas "descri...

Uma palavrinha sobre o Dr. Eximius.

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Tamanha influência e importância desse grande pensador, Suarez transita entre aquilo que Leibniz chamou de "philosophia perennis" e "philosophi novi". O grande marco de seu método está no fato e no tratamento robusto que ele trouxe à "Ontologia". Vejamos, no cerne de sua ontologia essencialista, Suarez distingue dois elementos conceituais fundamentais.  O primeiro é o conceito formal, ou seja, o próprio ato pelo qual o intelecto concebe um objeto, a noção comum que se designa como conceito; o conceito objetivo é, ao contrário, a própria coisa, a  noção, que é imediatamente oferecida ao intelecto pelo conceito formal.  Assim, o conceito formal do boi é o ato pelo qual concebemos esse conceito objetivo que é a noção de boi incluída em sua definição. Perguntar-se o que é o ser é buscar, dessa forma, qual conceito objetivo corresponde a esse termo no pensamento. Pois bem, todo conceito objetivo corresponde um conceito formal e vice-versa. Por conseguinte, trat...

Conhece-te a ti mesmo. (tradução de Tiago)

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  Tradução do texto Connais-toi toi-même de René Guénon.  Nós citamos habitualmente esta frase: “conhece-te a ti mesmo”, mas muitas vezes perdendo de vista o seu sentido exato. Quanto à confusão que reina em relação a sua matéria, podemos levantar duas questões: a primeira concerne à origem dessa expressão, a segunda, ao seu sentido real e a sua razão de ser. Certas leituras fazem crer que essas questões são inteiramente distintas e não possuem relação alguma. Com reflexão, e depois de se examinar com atenção, parece que estão relacionadas intimamente. Se questionamos aqueles que estudam filosofia grega qual foi o homem que pronunciou pela primeira vez esta frase, a maior parte entre eles não hesitará em responder que o autor desta máxima é Sócrates, ainda que alguns pretendam atribuí-la a Platão e outros a Pitágoras. Quanto a essas falas contraditórias e tais divergências de opinião, nós temos o direito de concluir que esta frase não tem por autor algum desses filósofos e qu...

René Guénon: Sobre alguns símbolos herméticos-religiosos

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  René Guénon. “ A proposito di qualche simbolo ermetico-religioso” in: “ La tradizione e le tradizioni” (Edizioni Mediterranee, 2003; p.118-124) Tradutor: Athos Fabri Babinski Nota: aspas (“”) dentro dos colchetes sinaliza as palavras originais do texto em italiano, quando não estiver entre aspas (mas ainda entre colchetes) o texto é acréscimo meu. Sobre alguns símbolos herméticos-religiosos Temos pensado que não seria privado de interesse dar algumas explicações complementares de alguns símbolos já precedentemente examinados nesta Revista. Tais explicações, é verdade, não se referem própria e diretamente ao Sagrado Coração (1); mas, como há leitores que hão requerido estudos sobre simbolismo mais em geral (cf.julho 1925, p.169), acreditamos que esses não estarão fora de lugar aqui.  Um dos símbolos ao qual fazemos alusão é o Janus bifrons que foi reproduzido por Charbonneau-Lassay após o seu artigo sobre quadrantes solares [“quadranti solari”]. A interpretação mais habitua...

Henri Bergson, o método: tempo, espaço e intuição.

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A epistemologia Bergsoniana é surpreendente. Bergson como expoente máximo da corrente Espiritualista no século XIX-XX trouxe inovações interessantes, a mais importante, sem duvida,  está no âmbito gnosiológico, sobre isso, trarei um pequeno excerto para que possamos compreender seu método.  Tempo e Espaço enquanto categorias: Em Bergson temos o Tempo como espaço e o tempo vivido.   O  correr do   tempo   uniformizado e interpenetrado, ou seja, os momentos temporais somados uns aos outros formam um todo indivisível, aquilo que ele chama de o tempo vivido. Esse tempo aqui entendido, é oposto ao tempo físico/ fenomênico ou sucessivo, que é passível de ser calculado, quantificado e analisado. O tempo vivido é incompreensível para a   inteligência   lógica   por ser   qualitativo , enquanto o   tempo   físico   é   quantitativo .   Tempo   e   espaço   não pertencem, dessa forma, a uma mesma  ...