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Patriotismo e nacionalismo em Gustavo Corção (de Nicolas Lisboa)

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Infelizmente, a crítica justa à condição espiritual adversa do Brasil contemporâneo se converte em complexo de vira-lata por quem não dá a devida atenção à enorme diferença, não só de grau, mas também de natureza, entre o autoengano romantizado do nacionalista e a reverência patriótica de um justo realista. Esta crítica termina categorizando o egocentrismo cultural e os elogios dissimulados à cultura de massa no mesmo quadrante do amor sincero aos símbolos nacionais. O que deveria ser uma denúncia contra o espírito de mediocridade que domina a produção cultural e intelectual no Brasil há anos, que rebaixa simultaneamente a qualidade dos executores e o discernimento dos receptores, torna-se uma idealização de caráter pessimista, afogada no mar de ressentimento pessoal e demonização da própria terra natal. Mas o reconhecimento da atmosfera negativa do Brasil exige uma atitude de negação? Ou devemos tornar-nos nacionalistas se tivermos interesse individual e coletivo de construir uma naçã...